Sou jornalista diplomada, canudo que me ajudou muito na época em que era
levado mais a sério, com experiência em matérias para revistas e conteúdo
para sites nas diversas áreas, e atuo também como revisora de textos.
Já trabalhei para várias empresas como Gazeta Mercantil, Editora Abril
(Revista Contigo), fui editora do jornal Diário do Rio Claro, atuando na área
política por muitos anos, inclusive, foi nessa época que fui agredida
fisicamente por Collor, entre outros que tiveram essa experiência. Na
ocasião, o Estadão deu a seguinte notícia: “Repórter agredida por Collor”.
Essa era eu...
E isso não foi quase nada. Por pouco não levei um tiro por conta de uma
entrada sorrateira (por baixo da cerca mesmo) no terreno de uma mineradora
sem ordens do proprietário, que mais do que depressa mandou seu segurança
sair atirando. Nos agachamos no mato, eu, o fotógrafo e o geólogo que nos
acompanhava. Por sorte, ninguém foi ferido, mas levamos nas roupas
excrementos de vaca... nem posso lembrar que sinto novamente o cheiro... aff
Mas eu também paguei mico nas primeiras reportagens que fiz (quem nunca pagou
que atire a primeira pedra), como quando perguntei para o provedor da Santa
Casa de Rio Claro, na época, qual era o nome dele, pois o desconhecia até
então (eu era nova na cidade). Quando ele disse ironizando que ele era o
porteiro, com todo meu bom senso de humor respondi: “Ah, então, quando o
provedor chegar o senhor, por favor, me avise”. Para seu desespero e alegria
da galera que não ia muito com a cara dele... rs
E tem mais: já quase morri sufocada com o mau cheiro dos lixões da vida, dos
barracos onde o cheiro de urina se misturava com o do feijão sendo cozido com
osso de boi na panela, mas também já senti o perfume da burguesia, frequentei
os palacetes e casarões de políticos e personalidades. Mas confesso que me
senti muito mais à vontade saboreando o café da mulherada da periferia, dos
bairros prejudicados, onde os serviços destinados à nata da sociedade não
chegavam. Eu estava sempre por lá para ajudá-los por meio de notícias no
jornal que eu atuava.
Enfim... já fiz um pouco de tudo e ainda quero fazer muito mais. Afinal,
gosto muito de ser jornalista. Me divirto, dou muita risada, conheço muitas
pessoas, lugares maravilhosos, mas também quase entro em curto-circuito de
tanta informação. Daí o porquê de eu ter escolhido este nome para meu site:
Ligada em 220 volts... |